Calcanhar de Aquiles
06/12/2008
Para Lúcia Murat, distribuição é o calcanhar de Aquiles do cinema brasileiro
HAVANA, 6 dez 2008 (AFP) – O cinema brasileiro é um dos mais importantes da América Latina e tem apoio estatal em sua produção, mas a distribuição é um problema comercial, que o coloca em desvantagem relação aos filmes mais comerciais, afirmou neste sábado a diretora carioca Lucía Murat, presente no Festival de Cinema de Havana.
“Existem grandes problemas na distribuição. No Brasil, se pode coincidir a projeção de filmes nacionais com estrangeiros e não existe uma regulação que ao menos equilibre o processo em escala nacional”, afirmou Murat, de 60 anos, em entrevista ao Diário do Festival, publicado pelo comitê organizador do evento.
“O governo apóia alternativas como as co-produções e muitos dos realizadores nacionais conseguiram estabelecer importantes relações com algumas companhias para assegurar o financiamento da obra”.
“Mas, no caso da distribuição, por exemplo, a estréia de “O homem-aranha” no Brasil ocupou 85% das salas de projeção do país, enquanto que as 15% restantes exibiram o resto da produção da região e, inclusive, os filmes nacionais”.
Murat apresentou em Havana seu mais recente filme, “Maré, nossa história de amor”, que compete com outras 19 produções pelo Prêmio Coral de longa-metragem de ficção.
“Há muito tempo queria fazer um musical. Apesar de em outras cinematografias, como a norte-americana, tenha havido nos últimos tempos um renacer do musical no cinema, em nosso continente e em meu país especialmente, ele ainda continua adormecido. Acho que temos os ingrediente necessáros para explorar o gênero”, conclui.
Entry Filed under: Notícias compiladas. Tags: aspectos jurídicos, Filmes Brasileiros, Público do cinema brasileiro.
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1.
Amanda | 15/12/2008 at 3:48 PM
Enquanto não conseguirmos um esquema para cortar a ação das grandes majores, o cinema nacional vai continuar em segundo plano. O idealizador do cinema cult (do cinemark, que tem um filme nacional em uma sessão por dia, a um custo mais barato), comentou no lançamento de Deserto Feliz aqui em Salvador que tem uma imensa dificuldade para manter o projeto por causa da pressão das grandes empresas de distribuição.